quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
penso, logo não durmo.
domingo, 30 de novembro de 2008
e o pulso ainda pulsa
Eu preciso de emoção, ação, REALIDADE. E tudo que me segue parece irreal.
No som a arte do grande Renato, e de samba-canção eu pego um livro para ler. As lágrimas começam a rolar, e era como se nada pulsa-se aqui dentro. Todo sentimento bonito que eu poderia sentir, já não mais fazia sentido, e toda a minha tristeza era revertida em ódio, raiva.
Mas porque, se tudo o que vivo fui eu mesma quem procurei?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Eu me proibi de sentir qualquer atração que fosse durante esse tempo, todos esse acontecimentos, mas chegou a hora de voltar a ser uma pessoa viva, sentir o coração pulsar e lembrar que ainda vivo!
Esse feriado me fez sentir algo, algo que eu ainda não consegui saber do que se trata, embora tenha certeza que esse friozinho na barriga vai passar em menos de uma semana. Mesmo sabendo que mesmo que eu queira, nada posso continuar.
Sendo bem sincera, eu sinto algo há mais ou menos 6 meses, e nada que eu possa dizer 'esse vai pra frente, esse continua, esse vai me fazer bem!', eu sei que não vai. Não tenho muita sorte com relacionamentos. O máximo que já consegui foram dois meses e meio e ainda assim, foram dois meses e meio empurrados com a barriga, levando todos o chifres e ouvindo todas as mentiras mais esfarrapadas do mundo.
Quem me conhece sabe o quanto eu preso um relacionamento sério, sincero e fiel, e convenhamos que nesse mundo lésbico hoje em dia isso é quase impossivel. Até mesmo os gays, que tem fama de fazerem todas as orgias imaginaveis são mais fiéis que nós, lésbicas (por falar em lésbicas, na novela o Léo acabou de chamar a lésbica da novela de pervertida e doente).
O que eu quero dizer, afinal, é: preciso urgente de afeto, antes que eu me torne -de novo- em uma pedra que não diz nem um 'eu gosto de você' para o próprio pai. Preciso de carinho, de colo, de abraço e de beijo. E que dessa vez seja sincero, com sal e limão, por favor.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Às vezes eu me sinto até mal por conseguir sorrir em dias como esses. Eu não posso ser julgada culpada por apenas tentar seguir minha vida adiante sem perder nenhum minuto dela. Não posso ser julgada culpada por um crime que não cometi. Eu bem que queria chorar e ficar depressiva, deitar na minha cama e passar horas chorando e lamentando o leite derramado. Seria tão mais fácil, tão menos doloroso.Mas não foi isso que eu aprendi por toda a minha vida, não foi isso que ela me ensinou.Ela sempre me ensinou a ser forte e olhar pra frente com perseverança. Ter objetivos e traçar caminhos para alcançá-los, e sempre com um plano B, claro, afinal, nem tudo pode dar certo de primeira. Me desculpa pai, por não conseguir demonstrar minha dor e chorar no seu colo, assim como meu irmão faz. Me desculpa pai, por não conseguir te dizer que você tem sido o melhor pai do mundo, e que tem me dado força em todos os sentidos (mesmo eu sendo essa filha de merda!).Obrigado pai, por ser simplesmente quem você tem sido, por ser simplesmente meu pai.
E hoje eu vi uma borboleta. Estávamos voltando para casa de carro, e eu me assustei com um vulto ao meu lado. Quando olhei era uma borboleta, linda e livre. Voou ao nosso lado por algum tempo (longo, diga-se de passagem), e de repente, ficou parada, voando no mesmo lugar, nos olhando partir.
E eu sei que você vai sempre estar aqui.
sábado, 4 de outubro de 2008
O que vocês tem? Tristeza...
-Vou subir - a voz tremula e o andar pesado deixavam claro que o sentimento que lhe perseguia não era bom.
- Vai dormir já? - disse a filha preocupada e estranhando a voz do pai.
- Vou sim.
- O que você tem?
- Nada.
- O que você tem, Pai? - diz a filha com a voz, dessa vez, mais rude.
- Eu não tenho nada, estou cansado, posso..?
E o silêncio voltou a perturbar todas as mentes. A da garota principalmente.
"Eu preciso subir e ir falar com ele, alguma coisa foi, ele tá estranho, eu preciso falar com ele. será que ele descobriu o meu piercing e tá puto? CA-RA-LHO! Eu sou uma merda mesmo, só faço merda, só faço ele de decepcionar, que merda!"
A garota subiu e desceu a escada várias vezes, e sempre se deparava com o barulho do chuveiro. Ela deu um tempo, e ouviu a porta se abrir, deu outro tempo, e subiu:
- Pai, o que você tem?
- Nada filha... - a resposta vaga do pai a deixou muiito preocupada.
- Dá pra você conversar comigo? todo mundo viu como você subiu as escadas, viu como você tava, porra...Eu tô crescidinha, e não aguento mais ser tratada como criança, até com o seu filho, que é mais novo do que eu, vc conversa normalmente e conta as coisas... Só pq eu sou a unica mulher da casa agora? que merda é essa? eu tenho que estudar, cuidar da minha vida, e não dar dor de cabeça pra ngm, mas você pode ficar fazendo essas coisas e me deixando louca? O que você tem?
- Tristeza, filha...Tristeza...
De novo aquele silêncio que, agora, parecia fazer parte de todas as conversas dos dois ali presentes.
- É só isso mesmo?
- É...
A menina fica em silêncio - de novo - levanta e da um abraço no pai, que estava deitado na cama e nem se moveu. Ela ficou ali por alguns momentos, e quando percebeu o choro do pai levantou e saiu do quarto. Na porta perguntou se ele ficaria ali, e ele disse que sim, enchugou uma lágrima, e voltou o olhar para a TV, que passava um jogo qualquer de futebol. A filha deu boa noite, e desceu a escada. Sentou em frente a tela do computador, e desabou em choro, sentiu o coração sendo arrancado sem nenhuma pena, os olhos ardiam, e a respiração ficava forte.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
[des]equilibrio
eu ainda não sei se isso que eu sinto é tristeza ou raiva. eu tenho raiva da mulher que me pois no mundo e me deixou tão cedo. mas eu tenho tristeza de saber que ela não fez isso por que queria (não agora) e foi tão nova, mesmo ainda tendo vários planos. eu tenho raiva da minha família por não ter me dado um abraço descente até agora, e só ter me jogado, cada dia mais, um responsabilidade nova. mas eu tenho tristeza em me sentir só. eu tenho raiva dos meus amigos, que me dão apoio e me fazem ser forte (eu sei que eu ja disse que odeio isso, mas me faz bem) e me abraçam quando eu preciso, e sabem exactamente como me fazer ficar UP. e eu tenho tristeza em saber que não posso contar com eles todos os dias. os momentos de felicidade ficam por conta da minha máscara diaria, aquela que todos nós vestimos, só para parecer um pouco mais feliz, escondendo o que acontece de verdade dentro de mim, ocultando toda a dor que tem me deixado assim; desequilibrada.
sábado, 6 de setembro de 2008
tentar, sim. conseguir, talvez...
desde então eu não tenho conseguido escrever nada além de meras frases e pensamentos pequenos. eu me lembro de poucas coisas, minha mente fez questão de apertar a tecla 'delete' dois dias depois. eu não me lembro dos momentos que passamos juntas, nem da forma como você me olhava quando estava feliz. eu só me lembro da sua voz, porque quando quero ouvi-la, ligo para o seu celular e ouço a sua menssagem de caixa postal. eu só me lembro do seu cheiro porque uso seus perfumes com a desculpa de que os meus acabaram; mentira, eu quero é te ter perto em cada instante. eu sinto falta do seu colo, mesmo não me lembrando da senssação que ele me causava. agora o que me resta é o vazio. o vazio de quem um dia já viveu muitas coisas e agora vive com amnésia. e por incrível que pareça, eu só me lembro das broncas e dos choros. talvez seja uma forma de eu lidar com todo esse vazio e não ficar chorando à todo momento. eu sei que o vazio que eu tenho jamais será preenchido por outra coisa ou se quer pessoa. talvez eu deva parar de escrever e me conformar com a minha falta de talento para o mesmo...