sábado, 28 de março de 2009

eu nunca li em livros sobre isso. muito menos me disseram sobre. eu sei que é saudade, eu sei que é paixão, eu sei que é medo, é tudo isso numa coisa só.
seu abraço me faz falta, mas agora é de outra - e que faça bom proveito.
agora eu quero sorrir, e receber sorrisos - sinceros - em troca. quero poder sentir um abraço, um abraço só meu e de mais ninguém.
eu só preciso de conforto. e força, mas eu sei que essa não me falta. só foi dar uma volta pelo mundo por um tempo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

penso, logo não durmo.

acho que sou um pouco de tudo, e tudo ao extremo. sinto demais, vejo demais, procuro demais, sou demais. e ser demais no sentido de ser demais e fazer de menos. tenho andado distraída, e sem muitas coisas na cabeça. ou talvez muitas, coisas até demais para uma só cabeça. uma só pessoa. e isso tem me dificultado pôr em ação os projetos, e eles são muitos, ô se são.sinto que agora tudo pulsa demais, e tudo rápido demais. nunca me vi tão parada e com tanta sede de agir. nunca. talvez seja o vazio que me foi obrigado à aceitar em periodo tão curto, talvez seja minha imensa vontade de querer abraçar o mundo com as pernas, talvez seja o fato de meus sentimentos estarem completamente confusos e eu não saber como agir. talvez seja o fato de eu não saber exatamente o que fazer num ano como esse que, querendo ou não, pode definir o resto da minha vida.hoje mesmo ouvi de uma das minhas favoritas que não adianta morrer de estudar e não ter tempo para o lazer, não ter tempo para a vida, além das obrigações. ela só me afirmou o que eu já tinha certeza, e agora, espero que mais pessoas me entendam quando eu disser que não vou prestar vestibulares, nem fazer cursinho esse ano. espero que me entendam quando eu disser que a vida foi feita para viver, e que para morrer basta estar vivo. e isso eu estou, e muito. no auge dos meus 16 anos os conflitos são tantos que tenho até medo de começar a pôr todos os meus pensamentos em ordem.são tantos os medos, são tantas as vontades...medo de terminar o colegial sem ter um relacionamento sério, medo de não ser ninguém na vida, medo de não ser feliz, medo de não poder jamais ser feliz fazendo o que gosto, medo de não conseguir nada.vontade de amar, de ser amada, de ter com quem ficar olhando o pôr-do-sol numa tarde onde nada mais faça diferença, vontade rir até a bochecha doer e a barriga queimar com tanto esforço dos pulmões. vontade de jogar tudo pelos ares.são coisas inevitáveis que agora, mais do que nunca, preciso organizar e deixar na ordem do que é melhor e mais importante. me lembrando sempre, de que o que é melhor nem sempre é importante e o que é importante nem sempre é melhor.eu preciso, de fato, de um tempo só pra mim.fazem 7, quase 8 meses que não me tenho só para mim, e isso me faz uma falta...às vezes até meu toque me dói a saudade.

domingo, 30 de novembro de 2008

e o pulso ainda pulsa

O sol brilhava, e mesmo assim tudo me parecia nublado, o que eu mais queria era poder voltar no tempo e deixar de ser esse cubo -sim, cubo, afinal, bloco dá a idéia de grande, e seria presunção de mais para uma pessoa só. - de gelo que sou. Meu coração batia, mas era como se nada pulsa-se dentro de mim.
Eu preciso de emoção, ação, REALIDADE. E tudo que me segue parece irreal.
No som a arte do grande Renato, e de samba-canção eu pego um livro para ler. As lágrimas começam a rolar, e era como se nada pulsa-se aqui dentro. Todo sentimento bonito que eu poderia sentir, já não mais fazia sentido, e toda a minha tristeza era revertida em ódio, raiva.
Mas porque, se tudo o que vivo fui eu mesma quem procurei?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Sinto falta de um amor, de uma paixão. Daquelas que queimam, e fazem sangrar até você pedir para não amar. Há quase um ano não sinto isso, e me lembro bem como é sentir o frio na barriga, em saber que vai ver a pessoa, a pele soar, mão tremer, coração acelerar...
Eu me proibi de sentir qualquer atração que fosse durante esse tempo, todos esse acontecimentos, mas chegou a hora de voltar a ser uma pessoa viva, sentir o coração pulsar e lembrar que ainda vivo!

Esse feriado me fez sentir algo, algo que eu ainda não consegui saber do que se trata, embora tenha certeza que esse friozinho na barriga vai passar em menos de uma semana. Mesmo sabendo que mesmo que eu queira, nada posso continuar.

Sendo bem sincera, eu sinto algo há mais ou menos 6 meses, e nada que eu possa dizer 'esse vai pra frente, esse continua, esse vai me fazer bem!', eu sei que não vai. Não tenho muita sorte com relacionamentos. O máximo que já consegui foram dois meses e meio e ainda assim, foram dois meses e meio empurrados com a barriga, levando todos o chifres e ouvindo todas as mentiras mais esfarrapadas do mundo.

Quem me conhece sabe o quanto eu preso um relacionamento sério, sincero e fiel, e convenhamos que nesse mundo lésbico hoje em dia isso é quase impossivel. Até mesmo os gays, que tem fama de fazerem todas as orgias imaginaveis são mais fiéis que nós, lésbicas (por falar em lésbicas, na novela o Léo acabou de chamar a lésbica da novela de pervertida e doente).

O que eu quero dizer, afinal, é: preciso urgente de afeto, antes que eu me torne -de novo- em uma pedra que não diz nem um 'eu gosto de você' para o próprio pai. Preciso de carinho, de colo, de abraço e de beijo. E que dessa vez seja sincero, com sal e limão, por favor.


terça-feira, 28 de outubro de 2008

Às vezes eu me sinto até mal por conseguir sorrir em dias como esses. Eu não posso ser julgada culpada por apenas tentar seguir minha vida adiante sem perder nenhum minuto dela. Não posso ser julgada culpada por um crime que não cometi. Eu bem que queria chorar e ficar depressiva, deitar na minha cama e passar horas chorando e lamentando o leite derramado. Seria tão mais fácil, tão menos doloroso.Mas não foi isso que eu aprendi por toda a minha vida, não foi isso que ela me ensinou.Ela sempre me ensinou a ser forte e olhar pra frente com perseverança. Ter objetivos e traçar caminhos para alcançá-los, e sempre com um plano B, claro, afinal, nem tudo pode dar certo de primeira. Me desculpa pai, por não conseguir demonstrar minha dor e chorar no seu colo, assim como meu irmão faz. Me desculpa pai, por não conseguir te dizer que você tem sido o melhor pai do mundo, e que tem me dado força em todos os sentidos (mesmo eu sendo essa filha de merda!).Obrigado pai, por ser simplesmente quem você tem sido, por ser simplesmente meu pai.

E hoje eu vi uma borboleta. Estávamos voltando para casa de carro, e eu me assustei com um vulto ao meu lado. Quando olhei era uma borboleta, linda e livre. Voou ao nosso lado por algum tempo (longo, diga-se de passagem), e de repente, ficou parada, voando no mesmo lugar, nos olhando partir.

E eu sei que você vai sempre estar aqui.

sábado, 4 de outubro de 2008

O que vocês tem? Tristeza...

Todos chegaram em casa, a filha foi direto para o computador ouvir musica, o filho ficou mexendo no celular, a vó foi por o lixo para fora, e o pai ao banheiro. o silêncio perturbador reinava a sala, todos visivelmente incomodados. O pai resolve subir para tomar um banho e deitar, mas ainda eram 7horas da noite:
-Vou subir - a voz tremula e o andar pesado deixavam claro que o sentimento que lhe perseguia não era bom.
- Vai dormir já? - disse a filha preocupada e estranhando a voz do pai.
- Vou sim.
- O que você tem?
- Nada.
- O que você tem, Pai? - diz a filha com a voz, dessa vez, mais rude.
- Eu não tenho nada, estou cansado, posso..?

E o silêncio voltou a perturbar todas as mentes. A da garota principalmente.
"Eu preciso subir e ir falar com ele, alguma coisa foi, ele tá estranho, eu preciso falar com ele. será que ele descobriu o meu piercing e tá puto? CA-RA-LHO! Eu sou uma merda mesmo, só faço merda, só faço ele de decepcionar, que merda!"

A garota subiu e desceu a escada várias vezes, e sempre se deparava com o barulho do chuveiro. Ela deu um tempo, e ouviu a porta se abrir, deu outro tempo, e subiu:
- Pai, o que você tem?
- Nada filha... - a resposta vaga do pai a deixou muiito preocupada.
- Dá pra você conversar comigo? todo mundo viu como você subiu as escadas, viu como você tava, porra...Eu tô crescidinha, e não aguento mais ser tratada como criança, até com o seu filho, que é mais novo do que eu, vc conversa normalmente e conta as coisas... Só pq eu sou a unica mulher da casa agora? que merda é essa? eu tenho que estudar, cuidar da minha vida, e não dar dor de cabeça pra ngm, mas você pode ficar fazendo essas coisas e me deixando louca? O que você tem?
- Tristeza, filha...Tristeza...

De novo aquele silêncio que, agora, parecia fazer parte de todas as conversas dos dois ali presentes.

- É só isso mesmo?
- É...

A menina fica em silêncio - de novo - levanta e da um abraço no pai, que estava deitado na cama e nem se moveu. Ela ficou ali por alguns momentos, e quando percebeu o choro do pai levantou e saiu do quarto. Na porta perguntou se ele ficaria ali, e ele disse que sim, enchugou uma lágrima, e voltou o olhar para a TV, que passava um jogo qualquer de futebol. A filha deu boa noite, e desceu a escada. Sentou em frente a tela do computador, e desabou em choro, sentiu o coração sendo arrancado sem nenhuma pena, os olhos ardiam, e a respiração ficava forte.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

[des]equilibrio

ando desequilibrada, fisica e pscologicamente. meu organismo esta cada vez mais pedante de misericordia, e pede ajuda com seus sinais -muito- dolorosos. minha mente cansada grita por descanso, grita por equilibrio. eu pareço uma balança desregulada, que a cada instante esta de uma forma e sempre sente que a qualquer instante pode quebrar, finalmente. e esse circulo nunca acaba. quando eu penso que vai terminar, ele começa de novo. até parece cocaína: agora eu estou completamente exuberante, jorrando felicidade e sorrisos à qualquer um que me peça; e no segundo seguinte, sangro enlouquecidamente, como se minhas lágrimas fossem menstruação de uma virgem que acabara de entregar seu sexo a um estranho por um misero trocado. eu me esqueço que as pessoas que me pedem sorrisos são as mesmas que me fazer sangrar dessa forma, que são elas que me dizem que eu tenho que ser forte e aguentar a barra sozinha. eu juro que a próxima pessoa que me mandar ter força e me dizer pra não chorar vai ouvir um grande e sonoro vai se foder, filho da puta!
eu ainda não sei se isso que eu sinto é tristeza ou raiva. eu tenho raiva da mulher que me pois no mundo e me deixou tão cedo. mas eu tenho tristeza de saber que ela não fez isso por que queria (não agora) e foi tão nova, mesmo ainda tendo vários planos. eu tenho raiva da minha família por não ter me dado um abraço descente até agora, e só ter me jogado, cada dia mais, um responsabilidade nova. mas eu tenho tristeza em me sentir só. eu tenho raiva dos meus amigos, que me dão apoio e me fazem ser forte (eu sei que eu ja disse que odeio isso, mas me faz bem) e me abraçam quando eu preciso, e sabem exactamente como me fazer ficar UP. e eu tenho tristeza em saber que não posso contar com eles todos os dias. os momentos de felicidade ficam por conta da minha máscara diaria, aquela que todos nós vestimos, só para parecer um pouco mais feliz, escondendo o que acontece de verdade dentro de mim, ocultando toda a dor que tem me deixado assim; desequilibrada.